Personagens que esperam respostas, que exclamam ou que murmuram, que carregam pedidos de interlocução como um curió na garganta. Em Escuta, encontramos, em vozes singulares, manifestações ficcionais de diferentes necessidades de comunicar o que resta das perdas, angústias, dos desejos, dos lutos – esse todo tão barulhento do humano que, em algum momento, nos convida a contar histórias. Kafka diz que a arma mais terrível das sereias não é o canto, é o silêncio. Quem lê que apure os ouvidos a cada escuta, na celebração dos feitiços e encantamentos. Uma nova publicação é sempre uma alegria para os pássaros que guardamos por dentro.